Grupo Cereal quer “agregar valor” ao agro de Goiás e mira receita de R$ 8 bilhões em cinco anos
Com receita atual de R$ 5 bilhões e crescimento de dois dígitos ao ano, o Grupo Cereal, da família Barauna, projeta ampliar ainda mais sua atuação no agronegócio goiano com investimentos em trading, armazenamento e processamento de soja.
A empresa, que já planeja elevar sua produção de biodiesel para 1 milhão de litros por dia, é um exemplo do avanço do agro na região Centro-Oeste e de como empreendedores locais acompanharam o fortalecimento da cadeia de grãos nas últimas décadas. A história do grupo reflete o movimento de trabalhadores que migraram para o setor agrícola e encontraram ali oportunidades para empreender e construir negócios de grande impacto econômico.
O caso de Evaristo Barauna ilustra esse cenário. Nascido no Mato Grosso, ele chegou a trabalhar como engraxate e ajudante de pedreiro antes de ingressar em Goiás, onde identificou a crescente demanda da agricultura regional. Em 1980, fundou o Grupo Cereal em Rio Verde para atender produtores que buscavam sacaria usada para armazenar grãos. Na época, o mercado ainda era rudimentar, com colheitas ensacadas manualmente, mas o avanço do agronegócio fez surgir necessidades mais complexas, como secagem, armazenamento e padronização. Em 1990, Evaristo percebeu essa mudança e passou a oferecer novos serviços que tornaram a empresa referência no setor.