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Brasil e Bolívia firmam acordo de reconhecimento mútuo de carteiras de habilitação

Ministros das Relações Exteriores ratificam parceria para facilitar a condução de veículos entre os países

Em um novo passo nas relações bilaterais, Brasil e Bolívia assinaram um termo de reconhecimento recíproco de carteiras de habilitação, permitindo que os motoristas portadores desses documentos conduzam veículos livremente em ambos os países. O acordo foi formalizado em uma reunião bilateral no Palácio do Itamaraty, com a presença dos ministros das relações exteriores, Mauro Vieira, do Brasil, e Celinda Sosa Lunda, da Bolívia.


O pacto estabelece que os motoristas brasileiros podem dirigir em território boliviano por até 180 dias a partir da entrada no país vizinho, e o mesmo se aplica aos condutores bolivianos no Brasil. O governo brasileiro destaca que a iniciativa visa aprimorar a segurança no trânsito e facilitar o transporte rodoviário entre as nações.


A ministra boliviana enfatizou a importância do encontro, considerando-o um "passo muito importante para o cumprimento dos mandados de nossos presidentes".


Em uma coletiva no Itamaraty, os chanceleres anunciaram outro acordo significativo que permitirá aos cidadãos brasileiros acesso ao sistema de saúde comum da Bolívia, reciprocamente ao que já acontece com os cidadãos bolivianos no Brasil. Além disso, medidas de segurança, incluindo alfândegas em Costa Marques (RO), no Brasil, e Puerto Suárez, na Bolívia, foram anunciadas para fortalecer a cooperação na área.


A cooperação entre os dois países também se estende a diversos setores, com memorandos de entendimento assinados sobre fertilizantes, comércio, desenvolvimento, capacitação e inovação tecnológica. O ministro brasileiro ressaltou a importância estratégica da Bolívia como fornecedor próximo de gás natural, destacando futuros projetos de integração energética e biocombustíveis.


A visita da ministra Sosa marca seu segundo encontro no Brasil desde sua posse em novembro de 2023 e contou com a presença do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.