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Estilista tenta reconstruir carreira após ataques nas redes sociais

A queda na produção foi significativa: em 2025, foram 70 vestidos, enquanto o ateliê costumava produzir entre 180 e 230 por ano. No primeiro semestre de 2026, ela fez apenas cinco peças e precisou ficar cinco meses afastada para cuidar da saúde mental.

foto; mais goias


A estilista Juliana Pereira dos Santos, que tem uma deficiência nas mãos e metade dos dedos, afirma que perdeu parte da renda e do movimento do ateliê após uma onda de ataques e cancelamentos nas redes sociais. Com 12 anos de carreira, ela já produziu cerca de 2,3 mil vestidos de noiva e diz ter perdido “tudo” após a repercussão negativa.


Os ataques começaram em 2024, depois de um desentendimento com uma influenciadora sobre um vestido que teria sido entregue. Segundo Juliana, a situação ganhou proporção nas redes e passou de críticas ao trabalho para comentários preconceituosos relacionados à sua deficiência. Ela afirma que alguns conteúdos também expuseram noivas e seus vestidos.


A queda na produção foi significativa: em 2025, foram 70 vestidos, enquanto o ateliê costumava produzir entre 180 e 230 por ano. No primeiro semestre de 2026, ela fez apenas cinco peças e precisou ficar cinco meses afastada para cuidar da saúde mental.