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Fechamento de 10 lojas em shopping de Rondônia expõe crise no varejo nacional

O fechamento simultâneo de ao menos dez operações comerciais no principal shopping de Porto Velho, capital de Rondônia, até o fim de abril, acende um alerta sobre os impactos da crise econômica no varejo brasileiro.

Entre as marcas que encerraram suas atividades estão nomes conhecidos nacionalmente, como Di Santini, Malwee, Iplace e Capodarte, evidenciando que não apenas pequenos negócios locais, mas também grandes redes e franquias estão sendo afetadas. A situação reforça a percepção de um ambiente econômico desafiador, em meio a uma combinação de queda no poder de compra, custos operacionais elevados e redução no fluxo de consumidores.


As lojas encerradas incluem VR Collection, Di Santini, A Patricinha, Outlet Via Lara, Malwee (adulto e kids), Iplace, Cabana Green, Capodarte, Valirse Lingerie e Magic Fit. Empresários locais apontam que, além da redução nas vendas, outro fator preocupante é a dificuldade em manter equipes completas, agravada pela escassez de mão de obra qualificada — o que compromete ainda mais a competitividade e a sustentabilidade dos negócios. O cenário vem sendo observado não apenas em Rondônia, mas em diversas regiões do país, onde o fechamento de lojas tem se tornado frequente, seja por inviabilidade financeira, seja por ajustes estratégicos de grandes grupos.


Casos recentes ilustram essa tendência, como o encerramento das atividades da rede The Body Shop no Brasil, após mais de uma década de operação, mantendo apenas as vendas online até o fim dos estoques. No interior paulista, unidades das Lojas Americanas também foram fechadas como parte de uma reestruturação em meio a dificuldades financeiras e investigações contábeis. Para especialistas do setor, o varejo nacional enfrenta um momento crítico, pressionado por juros altos, incertezas econômicas e mudanças no comportamento de consumo — fatores que colocam em xeque a sobrevivência de muitas empresas, independentemente de seu porte.