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Rebeca Andrade se consagra melhor ginasta do mundo em Campeonato de Liverpool

A brasileira somou o total de 56,899 pontos

Ricardo Bufolin/CBG

A melhor ginasta do mundo na atualidade é brasileira. Protagonista do Campeonato Mundial de Ginástica Artística de Liverpool (Inglaterra), Rebeca Andrade confirmou o favoritismo e, em uma apresentação sem nenhuma queda, conquistou nesta quinta-feira (3) a medalha do ouro do individual geral, prova que indica a ginasta mais completa e, por isso, é a mais importante desse tipo de competição. Nos Jogos de Tóquio, no ano passado, ela havia sido prata.

 

Em Liverpool, com erro relevante somente nas assimétricas, a brasileira sobrou. Somou exatamente um ponto e meio a mais que a norte-americana Shilese Jones, medalhista de prata. O bronze foi para a britânica Jessica Gadirova, que competia em casa. Rebeca foi a última a se apresentar no solo, na penúltima exibição da sua série embalada por “Baile de Favela”, e seria campeã com nota 12,900. Ela, porém, arrasou. Tirou 14,400. Acabou com 56,899 pontos.

 

Rebeca ainda disputa outras três medalhas no Mundial, e seriam quatro se ela não tivesse cometido um erro no segundo salto das eliminatórias, no aparelho em que é atual campeã mundial e olímpica. Ela avançou à final em segundo no solo (atrás só de Flávia Saraiva), terceiro nas assimétricas e oitavo na trave. Na final, a brasileira teve a melhor nota do salto entre as 24 finalistas, a quarta das assimétricas e terceira da trave. No solo, empatou com Gadirova, em disputa que vai se repetir domingo (6).

 

O Brasil chegou a sonhar em ter uma dobradinha na final do individual geral, mas Flávia Saraiva reclamou de dores no tornozelo durante as eliminatórias, só conseguiu se apresentar nas assimétricas na final por equipes na terça (1), e foi retirada da prova de hoje, visando a final do solo. Com a nota do Pan (54,399), Flavinha teria sido prata hoje.

 

Esta é somente a segunda vez que o Brasil tem uma medalhista em Mundial no individual geral. A precursora foi Jade Barbosa, bronze em sua estreia em Mundiais adultos, em 2007. Nenhuma brasileira voltou a brigar no topo de uma grande competição até Rebeca ser terceira nas eliminatórias da Rio-2016. Na final, porém, ela não repetiu o desempenho e terminou em 11º.

 

Depois, sofreu com seguidas lesões que a tiraram de grandes eventos, voltando a competir no individual geral nas Olimpíadas de Tóquio, quando conquistou a inédita medalha de prata, ficando a apenas 0,135 do ouro. Até hoje se discute se a brasileira não foi subavaliada nas assimétricas. Ainda no ano passado, tinha tudo para ganhar o título do Mundial disputado em outubro, mas não competiu no individual geral porque foi poupada no solo. (UOL)