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Você já comeu risoto? Confira 6 dicas para arrasar nesta receita

Ívina Castro, Colunista de Gastronomia

Brevemente vou contar um pouco da história do Risoto para vocês, e em seguida trarei dicas de como preparar um bom risoto para que fique ainda mais especial e saboroso. Então vamos ao que interessa!


De origem italiana, a palavra Risotto significa, literalmente, “pequeno arroz”. Assim como a maior parte dos pratos que surgiram há muito tempo, existem várias histórias e lendas sobre a origem do risoto.


Segundo alguns historiadores, o prato teria surgido na região da Lombardia (Itália), no século XI, quando o sul do país era dominado pelos Sarracenos (uma fala utilizada pelos cristãos da Idade Média para definirem genericamente os árabes ou os muçulmanos), povo que introduziu o grão utilizado na preparação. A partir da Sicília, o produto tomou o rumo norte da Itália.


A receita mais conhecida ou “famosa”, teria surgido apenas no século XVI, em Milão, pelo mestre Valério de Fiandra, responsável pelos vitrais da catedral de Milão. Conta-se que, por ciúmes da filha que iria se casar, Valério teria deixado cair açafrão – que foi um “corante” muito utilizado em suas obras de arte – no risoto durante os preparativos do casamento.


A intenção, que era de estragar a receita, acabou tendo grande aceitação pelos convidados e nascia, naquele momento, o Risotto alla Milanese.


O risoto é um prato altamente apreciado na gastronomia, um sucesso atual é quase uma unanimidade. Ele pode ser servido como entrada ou prato principal, acompanhado com uma ótima proteína e claro, harmonizado com um bom vinho, de preferência.


Seguem 6 dicas importantes para um risoto delicioso:


  1. Panela: Fundo grosso, bom condutor de calor, nem baixa e nem alta temperatura. Fundo arredondado.

  2. Arroz: Árborio, Carnaroli ou Vialone nano. Resistem ao calor sem desmanchar. Alto teor de amido que dá untuosidade (lubrificação própria).

  3. Tostadura: É importante tostá-los para que eles deslizem pela panela e absorvam melhor todos os ingredientes, liberando mais amido e absorvendo melhor o caldo. Permitindo mais aroma e sabor.

  4. Acidez e Fundo: Pós tostadura é importante um ingrediente mais ácido, o vinho é o melhor indicado pelo tradicionalismo. Primeiro adicione o vinho que vai compor a harmonização do seu prato. Depois acrescente o fundo, ele é o que vai agregar mais sabor. Lembre-se que o fundo deve ser sempre harmonizado com o que levará o risoto, se é de frango, fundo de frango. Se é de carne vermelha, fundo de carne vermelha. Vai depender da sua preferência que irá complementar seu preparo e sua proteína, também.

  5. Queijo: o parmesão dá um toque todo especial e quanto mais ralado, melhor. Porém o parmesão original (não o queijo curado). Um pecorino também traz um sabor bem potente.

  6. Mantecare (Mantecatura): nada mais é que dar forma a uma mistura homogênea, cremosa e uniforme, portanto é um ótimo finalizador para um belo e delicioso risoto. Coloquei a manteiga, mexa bem e tampe por 5 minutos.


Nesse preparo eu utilizei:


  • 200g de arroz arbóreo;

  • 200g de coxão mole em cubos pequenos;

  • 600ml de fundo de carne (do próprio coxão mole + água + cebola, salsão e aromáticos);

  • 50g de parmesão ralado;

  • 50g de manteiga;

  • Azeite Q.B;

  • 20g de cebola branca em brunoise; 

  • 100g de tomate cereja;

  • 150ml vinho Rosé (isso mesmo e ficou delicioso).

  • Fogo baixo ajuda na cocção correta para o preparo do mesmo.

  • Por isso, no vídeo falo essencialmente da quantidade de manteiga que dá todo o diferencial no preparo do nosso Risoto. 

  • Uma manteiga saborosa e de qualidade tem seu potencial em qualquer receita.


Até a próxima!